A derrota nas urnas não encerra o poder político de quem perde. Em um país dividido, a oposição pode transformar votos em influência por meio de propostas consistentes, fiscalização responsável e capacidade de diálogo. O desafio é disputar o futuro sem desejar o fracasso do país.
O segundo turno coloca o Brasil diante de dois projetos com forças e riscos distintos. Entre governabilidade, experiência, relação com o Congresso e desafios institucionais, a escolha exige menos torcida e mais atenção ao que cada vitória pode entregar e cobrar do país.
O cancelamento do último debate presidencial antes do primeiro turno expõe uma campanha que trocou o convencimento pela mobilização. Candidatos, tribunais e a própria emissora contribuíram para um mesmo resultado: o eleitor indeciso ficou sem palco.
A expansão acelerada das bets no Brasil provocou uma reação tão intensa quanto seu próprio crescimento. Entre anos de pouca regulação, lobby, vício e endividamento, o artigo usa as leis de Newton para mostrar como a resistência a limites pode transformar regulação gradual em resposta radical.
A sessão do Supremo expôs uma Corte dividida diante de um caso que envolve seus próprios integrantes. Entre conflitos internos, julgamentos televisionados e lacunas no regimento, o artigo levanta uma questão central: como garantir decisões legítimas sem antes estabelecer regras claras, gerais e válidas para todos?
O avanço do Supremo sobre questões cada vez mais políticas criou um novo equilíbrio de poder no país. Entre judicialização crescente, disputas de governabilidade e protagonismo institucional, o chamado “presidencialismo de toga” levanta uma pergunta central: até onde um tribunal pode exercer poder político sem comprometer sua própria legitimidade?
A guerra interna no Supremo expõe uma crise que vai além da disputa entre ministros. Entre quebras de sigilo, acusações cruzadas e conflitos de interesse, a Corte segue funcionando, mas vê se desgastar a confiança pública em sua capacidade de julgar com equilíbrio e rigor.
O horário eleitoral gratuito ainda ocupa espaço nobre na TV, mas perdeu público, equilíbrio e propósito. Entre tempo distribuído de forma desigual e campanhas transformadas em espetáculo, o desafio é devolver ao instrumento sua função: apresentar propostas concretas e compromissos verificáveis ao eleitor.
O Canal Comtexto é idealizado por Maurício Ferro, advogado formado pela PUC do Rio de Janeiro, com formação complementar em instituições como a London School, a University of London e a Harvard Business School. Com atuação no Direito Empresarial, em Conselhos de Administração e no mercado de capitais, construiu uma trajetória que une visão jurídica, estratégica e econômica.