Os colecionadores de vinho gostam de proclamar que “todos os caminhos levam à Borgonha”, mas se esquecem de que no inicio do seus hobbies nem sempre se tomavam os melhores tintos da região.
Banqueiros centrais elevados à categoria de magos, ou de deuses do olimpo, infalíveis, clarividentes e benéficos. Infelizmente, ninguém lhes sussurra ao ouvido que não são mais do que homens.
Enquanto se prolonga a expectativa em torno do pacote fiscal a ser aprovado pelo Congresso Nacional, a alta taxa de juros por um longo período já afeta o volume de dinheiro em circulação e espalha as sombras de uma crise de crédito na economia.
A exceção do pensamento anarquista, que não se confunde com bagunça, mas com ausência de Estado, já não se discute mais o papel do Estado como agente regulador.
O Banco Central sinaliza preocupação com os rumos da economia e o presidente da república rebate com queixas à independência do Banco Central. Essa troca de farpas, além de desnecessária, é absolutamente inconveniente.